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🏥 Condição Urológica · ICD-10 N41

Prostatite: O Que É, Sintomas e Tratamento

​A inflamação da próstata é uma das condições urológicas mais comuns nos homens em idade activa — e tem tratamento eficaz com o diagnóstico correcto.

1 em 10 homens afectados ao longo da vida 4 tipos classificados pelo NIH >90% dos casos são forma crónica 

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O Que É a Prostatite

A prostatite é a inflamação da próstata — uma glândula do aparelho reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga. É uma das condições urológicas mais comuns nos homens em idade activa, afectando aproximadamente 1 em cada 10 homens ao longo da vida.

Ao contrário do que muitos pensam, a prostatite não está relacionada com o cancro da próstata nem com a hiperplasia benigna da próstata (próstata aumentada). É uma condição distinta, com causas e tratamentos próprios.

Os sintomas podem ser súbitos e intensos (forma aguda) ou persistentes e difíceis de tratar (forma crónica). Com o diagnóstico correcto e acompanhamento especializado, a grande maioria dos casos tem resolução favorável.

No Instituto de Terapia Focal da Próstata, no Porto, o Dr. José Sanches Magalhães realiza o diagnóstico e tratamento da prostatite com base nas mais recentes evidências científicas.

Tipos de Prostatite

Existem quatro tipos principais, classificados pelo National Institutes of Health (NIH):

Tipo I

Prostatite Bacteriana Aguda

Infecção bacteriana súbita. Sintomas intensos com início rápido. Geralmente tratável com antibióticos. Pode requerer hospitalização em casos graves.

Tipo II

Prostatite Bacteriana Crónica

Infecções bacterianas recorrentes. Sintomas menos intensos mas persistentes. Tratamento antibiótico prolongado de 4 a 12 semanas.

Tipo III

★ Mais comum — >90% dos casos

Síndrome de Dor Pélvica Crónica

Causa exacta frequentemente desconhecida. Dor pélvica persistente por 3 ou mais meses. Requer abordagem multidisciplinar individualizada.

Tipo IV

Prostatite Assintomática

Descoberta acidentalmente em análises ou biópsias. Sem sintomas perceptíveis. Geralmente não requer tratamento específico.

Sintomas de Prostatite

Os sintomas variam conforme o tipo de prostatite, mas os mais comuns incluem:

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Sintomas Urinários

  • Dificuldade em urinar ou fluxo fraco

  • Urgência e frequência urinária

  • Necessidade de urinar à noite

  • Sensação de bexiga não esvaziada

  • Ardor ou dor ao urinar (disúria)

Sintomas de Dor

  • Dor na região pélvica ou períneo

  • Desconforto no escroto ou testículos

  • Dor lombar (região sacrococcígea)

  • Dor durante ou após a ejaculação

  • Sensibilidade na base do pénis

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Sintomas Sistémicos (forma aguda)

  • Febre alta e calafrios

  • Mal-estar geral e fadiga

  • Náusea

Outros Sintomas

  • Disfunção eréctil (casos crónicos)

  • Alterações na qualidade do sémen

  • Impacto no humor e qualidade de vida

🚨

Quando ir às urgências

Febre alta (>38°C) + dificuldade em urinar + dor pélvica grave = possível prostatite bacteriana aguda. Procure assistência médica imediata — esta combinação pode indicar infecção grave com risco de complicações.

Causas e Factores de Risco

Causas bacterianas (Tipos I e II)

  • Escherichia coli — a bactéria mais frequentemente responsável

  • Outras bactérias do trato urinário (Klebsiella, Proteus, Enterococcus)

  • Infecções sexualmente transmissíveis (Chlamydia, Gonorreia — menos frequente)

  • Instrumentação urinária — cateter, cistoscopia, biópsia prostática

Factores de risco gerais

  • Infecções urinárias recorrentes no passado

  • Próstata aumentada (HBP) — compressão uretral favorece estase urinária

  • Lesão ou trauma na região pélvica

  • Stress crónico e tensão muscular pélvica

  • Vida sedentária com longos períodos sentado

  • Desidratação e dieta pobre

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Prostatite crónica (Tipo III) — uma causa diferente

Na síndrome de dor pélvica crónica, não há bactéria detectável. A causa pode envolver disfunção do pavimento pélvico, resposta inflamatória imunitária, sensibilização nervosa central, ou uma combinação destes factores. O tratamento é por isso diferente e mais individualizado.

Como Se Diagnostica a Prostatite

O diagnóstico é clínico e laboratorial, seguindo uma sequência estruturada:

  1. Histórico clínico detalhado

    Sintomas, duração, episódios anteriores, factores de risco, medicação actual e estilo de vida.

  2. Toque rectal

    Avalia tamanho, consistência e sensibilidade da próstata. Na prostatite aguda, a próstata está habitualmente sensível e edemaciada ao toque.

  3. Análise de urina e urocultura

    Detecção de bactérias e leucócitos. A urocultura identifica o agente bacteriano e a sua sensibilidade aos antibióticos — essencial para tratamento dirigido.

  4. PSA sérico

    Pode estar elevado na prostatite activa. Normaliza após o tratamento. Um PSA elevado em contexto de inflamação aguda não significa cancro da próstata.

  5. Ecografia transretal (casos seleccionados)

    Indicada em casos graves ou refractários, para excluir abcesso prostático. Não é necessária em todos os casos de prostatite.

Tratamento da Prostatite

O tratamento depende do tipo de prostatite diagnosticado. Cada tipo tem uma abordagem específica:

 

Tipo I

Prostatite Bacteriana Aguda

  • Antibióticos orais (fluoroquinolonas ou trimetoprim-sulfametoxazol) durante 2–4 semanas

  • Casos graves: internamento com antibióticos endovenosos

  • Anti-inflamatórios (AINEs) para alívio sintomático da dor e febre

  • Hidratação abundante — mínimo 2 litros de água por dia

  • Repouso relativo; evitar ciclismo e pressão perineal

 

Tipo II

Prostatite Bacteriana Crónica

  • Antibioticoterapia prolongada: 4 a 12 semanas, baseada em antibiograma

  • Alfa-bloqueantes para alívio dos sintomas urinários (relaxar colo vesical)

  • Probióticos para protecção da flora intestinal durante o tratamento prolongado

  • Seguimento com urocultura de controlo para confirmar erradicação

 

Tipo III

Síndrome de Dor Pélvica Crónica

Tratamento multimodal e individualizado — nenhuma abordagem única é eficaz para todos os doentes.

  • Fisioterapia do pavimento pélvico — tratamento de eleição quando há disfunção muscular subjacente

  • Anti-inflamatórios (AINEs) para alívio da dor pélvica crónica

  • Alfa-bloqueantes para relaxar o colo vesical e melhorar o fluxo urinário

  • Gestão do stress e terapia psicológica — o stress crónico é um factor agravante bem documentado

  • Acupunctura — evidência crescente no alívio da dor pélvica crónica

  • Termoterapia prostática em casos seleccionados

 

Quando Consultar um Especialista

  • Sintomas persistentes há mais de 3 meses sem melhoria

  • Episódios recorrentes de prostatite bacteriana

  • Dor pélvica que afecta a qualidade de vida ou o sono

  • PSA elevado sem explicação clara após resolução dos sintomas

  • Disfunção eréctil ou ejaculatória associada

 

Prostatite, HBP e Cancro — Qual a Diferença?

Muitos homens confundem estas três condições porque afectam a mesma glândula. São distintas em causa, perfil de idade e tratamento:

Prostatite HBP (Próstata Aumentada) Cancro da Próstata Causa Inflamação / infecção Crescimento benigno Células malignas Idade típica 20–50 anos 50+ anos 60+ anos Dor Frequente — pélvica, perineal Rara Rara (estádios iniciais) PSA Elevado (temporário) Ligeiramente elevado Elevado (persistente) Tratamento Antibióticos / fisioterapia Rezum, Greenlight, medicação Cirurgia, radioterapia, terapia focal

A prostatite não causa cancro da próstata. São condições independentes que podem coexistir. Perante sintomas prostáticos, um urologista avaliará qual a condição presente — ou se existem múltiplas — e definirá o plano terapêutico adequado.

— Dr. José Sanches Magalhães, Especialista em Urologia · Instituto de Terapia Focal da Próstata

Se o seu médico identificou próstata aumentada (HBP) para além da prostatite, o ITFP é especialista em tratamentos minimamente invasivos:

Rezum (vapor de água) HBP — Próstata Aumentada Cancro da Próstata

Perguntas Frequentes sobre Prostatite

  • A prostatite tem cura? A prostatite bacteriana aguda tem cura na maioria dos casos com antibióticos adequados e tratamento completo. A prostatite crónica (Tipo III) pode ser controlada e os sintomas melhorados significativamente, embora possa ter períodos de recidiva. O seguimento com urologista é fundamental para ajustar o tratamento ao longo do tempo.

  • Quanto tempo dura a prostatite? A forma aguda melhora tipicamente em 2–4 semanas com tratamento adequado. A forma crónica é definida pela persistência de sintomas por mais de 3 meses e pode requerer tratamento prolongado — habitualmente 4 a 12 semanas de antibioticoterapia, combinada com outras medidas terapêuticas.

  • A prostatite é contagiosa ou sexualmente transmissível? Não, na grande maioria dos casos. A prostatite não é uma infecção sexualmente transmissível. Apenas em casos raros, quando causada por agentes como Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae, existe risco de transmissão. O médico avaliará a necessidade de rastrear o parceiro.

  • A prostatite pode causar infertilidade? A prostatite crónica pode afectar a qualidade do sémen em alguns casos — alterando motilidade, morfologia ou volume. No entanto, raramente causa infertilidade permanente. Com tratamento adequado, a função reprodutiva habitualmente é preservada. Se existe preocupação com fertilidade, um espermograma pode ser solicitado.

  • A prostatite afecta a função eréctil? Em alguns casos, especialmente na prostatite crónica, pode existir disfunção eréctil ou dor pós-ejaculatória associadas. Estas alterações têm também componente psicológico ligado à ansiedade e ao stress associado à dor crónica. Habitualmente melhoram com o tratamento da prostatite.

  • Posso ter prostatite e cancro da próstata ao mesmo tempo? Sim, são condições independentes que podem coexistir. A prostatite não causa cancro da próstata. No entanto, como ambas podem elevar o PSA, é importante que o urologista avalie o contexto clínico completo — especialmente se o PSA não normalizar após o tratamento da prostatite.

  • O PSA elevado pode ser causado por prostatite? Sim. A prostatite — especialmente a forma aguda — é uma das causas mais comuns de elevação temporária do PSA. O valor normaliza após o tratamento completo da infecção. Se o PSA se mantiver elevado após a resolução da prostatite, o urologista avaliará a necessidade de investigação adicional.

Consulta de Urologia no Porto

O Dr. José Sanches Magalhães avalia e trata prostatite com base nas mais recentes evidências científicas, no Instituto de Terapia Focal da Próstata.

Diagnóstico completo — análises e ecografia Tratamento personalizado por tipo Acompanhamento e seguimento clínico Porto — Oporto Medical Centre 

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Sobre o Dr. Sanches Magalhães

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